Análises no 2.º trimestre da gravidez: quais fazer e para que servem?
As análises do 2.º trimestre da gravidez permitem continuar a acompanhar a saúde materna e realizar rastreios próprios desta fase. A maioria é feita entre as 24 e as 28 semanas, embora alguns exames possam ser realizados mais cedo.
O plano deve ser adaptado aos resultados do 1.º trimestre, aos antecedentes da grávida e à evolução da gestação. Para conhecer os exames habitualmente realizados nas restantes fases, consulte também as análises na gravidez.
No Douro Centro Médico, pode realizar colheitas para análises clínicas durante a gravidez, sem necessidade de marcação.
Quais são as análises do 2.º trimestre da gravidez?
As análises podem ser distribuídas por diferentes momentos do segundo trimestre.
Entre as 18 e as 20 semanas
Nas mulheres não imunes pode ser realizada:
- Serologia da rubéola, IgG e IgM.
Entre as 24 e as 28 semanas
Podem ser realizadas:
- Hemograma completo;
- Rastreio da diabetes gestacional através da Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO) com 75 g;
- Serologia da toxoplasmose, IgG e IgM, nas mulheres não imunes;
- Urocultura com eventual teste de sensibilidade aos antibióticos;
- Pesquisa de aglutininas irregulares (teste de Coombs indireto).
Quando não tenha sido realizado o rastreio bioquímico do 1.º trimestre, pode ainda estar indicado o rastreio bioquímico do 2.º trimestre, de acordo com a avaliação clínica.
Para que serve cada análise no 2.º trimestre?
Serologia da rubéola, IgG e IgM
Nas mulheres que não apresentaram imunidade à rubéola na avaliação anterior, a serologia da rubéola pode ser repetida entre as 18 e as 20 semanas.
Os resultados de IgG e IgM devem ser interpretados em conjunto com as análises anteriores e o contexto clínico da gravidez.
Hemograma completo
O hemograma permite avaliar diferentes componentes do sangue, incluindo glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
A sua repetição no 2.º trimestre permite identificar alterações que possam ter surgido desde as primeiras análises da gravidez, nomeadamente anemia, e avaliar se é necessária vigilância adicional.
Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO) com 75 g
A PTGO com 75 g é utilizada no rastreio da diabetes gestacional e é habitualmente realizada entre as 24 e as 28 semanas.
A prova começa com uma colheita de sangue em jejum. Depois, a grávida ingere uma solução com 75 g de glicose e são realizadas novas colheitas ao fim de uma e duas horas.
É habitualmente necessário um jejum de 8 a 12 horas. Durante a prova, a grávida deve permanecer em repouso e não deve comer nem beber até terminar as colheitas.
Serologia da toxoplasmose, IgG e IgM
Nas mulheres não imunes, a serologia da toxoplasmose pode ser repetida durante a gravidez para detetar uma eventual infeção adquirida após a avaliação inicial.
Os resultados de IgG e IgM devem ser interpretados tendo em conta as análises anteriores e a fase da gravidez.
Urocultura
A urocultura permite identificar bactérias presentes na urina, incluindo quando não existem sintomas de infeção urinária.
Se existir crescimento bacteriano, pode ser realizado um teste de sensibilidade aos antibióticos (TSA), que ajuda a orientar o tratamento quando necessário.
Pesquisa de aglutininas irregulares ou teste de Coombs indireto
O teste de Coombs indireto pesquisa anticorpos maternos dirigidos contra antigénios presentes nos glóbulos vermelhos.
Nas mulheres Rh negativo, esta análise pode ser repetida no 2.º trimestre, nas semanas anteriores à administração da imunoglobulina anti-D.
Onde fazer análises do 2.º trimestre da gravidez no Porto?
No Douro Centro Médico realizamos análises clínicas em parceria com os Laboratórios Dr. Germano de Sousa.
As colheitas são realizadas de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, sem necessidade de marcação. Basta comparecer na clínica dentro do horário de colheitas.
As análises podem ser articuladas com as consultas de Obstetrícia e os restantes exames necessários nesta fase da gravidez.
Perguntas frequentes
É necessário estar em jejum para as análises do 2.º trimestre?
Depende das análises prescritas. A principal análise desta fase que exige preparação específica é a Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO) com 75 g, para a qual é habitualmente necessário um jejum de 8 a 12 horas.
Durante a prova, a grávida deve permanecer em repouso e não deve comer nem beber até terminar as colheitas. Para as restantes análises, devem ser seguidas as indicações dadas pelo médico ou pelo laboratório.
Para que serve a prova da glicose na gravidez e quanto tempo demora?
A PTGO com 75 g é utilizada para o rastreio da diabetes gestacional e é habitualmente realizada entre as 24 e as 28 semanas.
É feita uma primeira colheita de sangue em jejum, seguida da ingestão de uma solução com 75 g de glicose. São depois realizadas novas colheitas ao fim de uma e duas horas. Por isso, deve contar com cerca de duas horas após a ingestão da solução, além do tempo necessário para a primeira colheita e preparação do exame.
A toxoplasmose tem de ser repetida no 2.º trimestre?
Nas mulheres não imunes, a serologia da toxoplasmose pode ser repetida no 2.º trimestre para verificar se ocorreu uma infeção após a avaliação inicial.
A necessidade de repetição depende dos resultados anteriores e deve ser definida pelo profissional de saúde responsável pelo acompanhamento da gravidez.
Porque pode ser repetido o teste de Coombs indireto no 2.º trimestre?
O teste de Coombs indireto pesquisa anticorpos maternos dirigidos contra antigénios presentes nos glóbulos vermelhos.
Nas mulheres Rh negativo, esta análise pode ser repetida no 2.º trimestre antes da administração da imunoglobulina anti-D.
E se não foi realizado o rastreio bioquímico do 1.º trimestre?
Quando não foi realizado o rastreio bioquímico do 1.º trimestre, pode estar indicado um rastreio bioquímico no 2.º trimestre, dependendo da idade gestacional e da avaliação clínica.
Neste rastreio podem ser analisados a AFP (Alfa-Fetoproteína) e a β-hCG livre para estimar o risco de determinadas alterações fetais. É um exame de rastreio e não de diagnóstico: um resultado de risco aumentado não confirma, por si só, a existência de uma alteração.
O que acontece se alguma análise estiver alterada?
Um resultado alterado deve ser interpretado em conjunto com os restantes exames, a idade gestacional e a história clínica.
Dependendo da análise e do resultado, pode ser necessário repetir o exame, realizar avaliações complementares, iniciar tratamento ou adaptar a vigilância da gravidez.
Agende uma consulta de Obstetrícia
No Douro Centro Médico
Av. da Boavista 197, 2ºB, 4050-115 Porto, Portugal
Aviso médico: A informação apresentada não substitui a avaliação por um obstetra do Douro Centro Médico. Em caso de sintomas ou dúvidas, agende uma consulta.