VDRL (teste sífilis)
O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) é um exame de sangue utilizado para rastrear e monitorizar a sífilis, uma infeção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. É um dos testes mais usados no diagnóstico inicial da doença e na avaliação da resposta ao tratamento.
No Douro Centro Médico, em parceria com o Laboratório Germano de Sousa, realizamos o teste VDRL como parte das análises clínicas de rastreio de infeções sexualmente transmissíveis.
| Tópico | Resumo |
|---|---|
| O que é | Teste laboratorial de sangue usado no rastreio e monitorização da sífilis. |
| Como é feito | Através de uma colheita de sangue, analisado por reação antigénio-anticorpo (teste não-treponémico). |
| Indicações | Suspeita de sífilis, rastreio pré-natal, controlo pós-tratamento, ou investigação de outras IST. |
| O que deteta | Anticorpos reagínicos produzidos na presença de infeção por Treponema pallidum. |
| Preparação | Não requer jejum; deve informar o médico sobre outros exames prévios (ex.: TPHA). |
| Preço | o teste VDRL tem o custo de 2,10€ |
O que é o teste VDRL e para que serve?
O teste VDRL é um exame de rastreio imunológico que deteta anticorpos reagínicos produzidos pelo organismo em resposta aos componentes celulares libertados pela infeção por Treponema pallidum. Estes anticorpos não são específicos da bactéria, mas indicam que o sistema imunitário foi ativado por uma infeção compatível com a sífilis.
Este é um teste não-treponémico, o que significa que não deteta diretamente a bactéria, mas sim anticorpos reagínicos produzidos pelo sistema imunitário em resposta aos danos celulares provocados pela infeção. Por esse motivo, pode ser positivo mesmo em fases precoces da sífilis e é útil para avaliar a atividade da doença.
Na prática, o VDRL é habitualmente o primeiro exame de rastreio solicitado quando há suspeita de sífilis ou no contexto de rastreios de rotina (como no pré-natal). Sempre que o resultado é reativo, é confirmado com testes treponémicos, como o TPHA (Treponema Pallidum Hemagglutination Assay) ou o FTA-ABS, que detetam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum.
Além do diagnóstico inicial, o VDRL tem um papel essencial no acompanhamento da resposta ao tratamento: a diminuição gradual da titulação (por exemplo, de 1:16 para 1:8 e depois para 1:2) indica que a terapêutica está a ser eficaz e que o organismo está a eliminar a infeção.
Como é feito?
O teste VDRL é um exame simples, realizado através de uma colheita de sangue venoso. No laboratório, é avaliada a reação entre antígenos e anticorpos presentes no sangue, uma interação que permite determinar se o organismo produziu anticorpos compatíveis com a infeção pela sífilis.
O resultado pode ser apresentado de três formas:
- Não reativo (negativo): não foram detetados anticorpos compatíveis com sífilis;
- Reativo (positivo): há presença de anticorpos, o que pode indicar infeção ativa ou passada (devendo ser confirmado por teste treponémico);
- Com titulação: o resultado vem acompanhado de uma proporção numérica (por exemplo, 1:2, 1:8, 1:32), que expressa a quantidade de anticorpos e ajuda a avaliar a evolução da infeção ao longo do tempo.
Para que casos é indicado?
O teste VDRL está indicado sempre que existe suspeita de infeção por sífilis ou necessidade de rastreio no contexto de saúde sexual.
Recomendamos este teste em várias situações clínicas e preventivas, nomeadamente:
- Suspeita clínica de sífilis: presença de úlceras genitais, erupções cutâneas, manchas nas palmas das mãos ou adenopatias (gânglios aumentados);
- Rastreio pré-natal: exame obrigatório em Portugal, de acordo com as normas da Direção-Geral da Saúde (DGS), para prevenir a transmissão da sífilis congénita ao bebé;
- Avaliação de contactos sexuais de pessoas diagnosticadas com sífilis, mesmo que não apresentem sintomas;
- Monitorização pós-tratamento, para confirmar a eficácia da terapêutica e detetar possíveis reinfeções;
- Rastreio complementar no contexto de outras infeções sexualmente transmissíveis (IST), como o HIV, a gonorreia ou a tricomoníase, dada a frequência de coinfeções.
O que deteta?
O VDRL não deteta diretamente o agente infeccioso, mas sim anticorpos reagínicos produzidos pelo corpo em resposta à infeção. Por esse motivo, em alguns casos pode apresentar resultados positivos noutras situações médicas.
Quais as doenças que o exame VDRL pode detetar ou reagir?
Embora o VDRL seja usado essencialmente no diagnóstico e seguimento da sífilis, o teste pode reagir de forma cruzada (falso positivo) noutras condições em que ocorre produção de anticorpos semelhantes, como:
- Doenças autoimunes, nomeadamente o lúpus eritematoso sistémico;
- Infeções virais (como hepatite, mononucleose, varicela ou malária);
- Gravidez, devido a alterações fisiológicas do sistema imunitário;
- Tuberculose ou lepra;
- Após vacinações recentes.
Por esta razão, o resultado do VDRL deve ser sempre confirmado por um teste treponémico, mais específico, como o TPHA ou o FTA-ABS.
Interpretação dos resultados combinados
A leitura dos testes em conjunto permite distinguir com maior precisão o tipo de infeção ou resposta imunológica:
- VDRL positivo e TPHA positivo → indica infeção por sífilis (ativa ou previamente tratada);
- VDRL negativo e TPHA positivo → sugere infeção antiga já resolvida ou tratada com sucesso;
- VDRL positivo e TPHA negativo → indica, na maioria das vezes, um falso positivo, podendo ocorrer nas condições acima descritas.
Assim, o VDRL continua a ser uma ferramenta fundamental tanto no rastreio da sífilis como na avaliação de resposta terapêutica, desde que os resultados sejam interpretados por um médico com base no contexto clínico individual.
Preparação para o exame
O teste VDRL é um exame simples e sem exigências especiais de preparação. Ainda assim, algumas orientações ajudam a garantir que o resultado é interpretado corretamente e de forma segura.
Antes de realizar o exame:
- Não é necessário jejum, o teste pode ser feito a qualquer hora do dia;
- Informe o médico se realizou recentemente outros testes laboratoriais relacionados, como o TPHA ou o FTA-ABS;
- Comunique se está grávida, em tratamento antibiótico ou sob medicação crónica, uma vez que algumas condições podem interferir com a interpretação dos resultados.
Preço do VDRL
O preço do teste VDRL é de 2,10€.
Onde fazer o Teste VDRL no Porto
Douro Centro Médico
Av. da Boavista 197, 2ºB, 4050-115 Porto, Portugal
Perguntas frequentes
O que significa VDRL reativo?
Um resultado reativo indica a presença de anticorpos associados à sífilis. Deve ser sempre confirmado com um teste treponémico, como o TPHA.
O que significa VDRL não reativo?
Significa que não foram encontrados anticorpos, podendo indicar ausência de infeção – embora nas fases iniciais da sífilis o resultado possa ser falso negativo.
O que é a titulação do VDRL (ex.: 1:2, 1:8)?
A titulação representa a quantidade de anticorpos presentes. Valores mais altos indicam maior atividade da infeção.
Quando é que o VDRL é positivo?
O teste pode tornar-se positivo cerca de 3 a 6 semanas após o contágio. Em fases muito precoces, pode ainda não haver anticorpos detetáveis.
O VDRL pode dar falso positivo?
Sim. Pode ocorrer em situações como gravidez, infeções virais, tuberculose, lúpus, hepatite ou após vacinação recente.
VDRL positivo na gravidez: o que fazer?
O resultado deve ser confirmado com um teste treponémico. Se confirmado, a grávida deve iniciar tratamento o mais cedo possível, para prevenir transmissão ao bebé.
VDRL positivo em recém-nascido: o que significa?
Pode refletir anticorpos maternos ou infeção congénita. É necessária avaliação pediátrica, testes confirmatórios e, quando indicado, tratamento.
O VDRL é o mesmo que o TPHA?
Não. O VDRL é um teste não-treponémico de rastreio; o TPHA é um teste treponémico confirmatório.
O que fazer após um VDRL positivo?
Deve agendar uma consulta médica para avaliação e confirmação diagnóstica. O tratamento adequado é feito com penicilina, conforme a fase da sífilis.
VDRL 1:2 precisa de tratamento?
Um resultado VDRL 1:2, por si só, não significa necessariamente que é preciso tratamento.
É essencial interpretar o valor em conjunto com o teste treponémico (como o TPHA) e com a avaliação clínica.
- Se o TPHA for positivo e houver sinais de infeção ativa ou recente, o tratamento deve ser iniciado.
- Se o exame estiver a ser feito após tratamento, um título baixo e em diminuição (como 1:2) geralmente indica resposta terapêutica adequada, não reinfeção.
- Quando o TPHA é negativo, um VDRL 1:2 pode corresponder a um falso positivo, que deve ser apenas vigiado.
Em caso de dúvida, é sempre recomendada avaliação médica, para decidir se é necessário repetir o exame ou iniciar terapêutica.