Cancro da Mama
O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente nas mulheres em Portugal e uma das principais causas de mortalidade feminina. Apesar disso, quando diagnosticado precocemente, é altamente tratável e apresenta elevadas taxas de sobrevivência.
No Douro Centro Médico, acompanhamos diariamente mulheres em todas as fases da vida, com especial abordagem na prevenção, rastreio e vigilância mamária, fundamentais para um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz.
Tópico | Resumo |
O que é o cancro da mama? | Tumor maligno originado nas células da mama, que pode disseminar-se para outros órgãos se não for tratado atempadamente. |
Possíveis causas | Alterações genéticas, predisposição familiar, fatores hormonais, idade, estilo de vida e exposição a radiação. |
Sintomas | Nódulo palpável, alterações no formato ou na pele da mama, corrimento mamilar, dor ou retração do mamilo. |
Diagnóstico | Exame clínico, mamografia, ecografia mamária, biópsia e, em casos específicos, ressonância magnética. |
Tratamento | Cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia e terapias alvo, conforme o tipo e o estádio da doença. |
Possíveis complicações se não tratado | Disseminação para gânglios linfáticos, ossos, pulmões, fígado ou cérebro; redução da qualidade de vida e risco de morte. |
Prevenção | Autoexame mamário, mamografia regular, controlo de fatores de risco e vigilância ginecológica periódica. |
Quando agendar consulta | Sempre que detete alterações na mama, nódulos ou secreção mamilar; no âmbito de rastreio a partir dos 40 anos (ou antes, se houver risco aumentado). |
O que é o Cancro da Mama?
O cancro da mama é um tumor maligno que se desenvolve a partir das células do tecido mamário, geralmente nos ductos (canais galactóforos) ou nos lóbulos (glândulas produtoras de leite).
Trata-se de uma doença heterogénea, ou seja, pode apresentar diferentes subtipos biológicos e comportamentos clínicos, o que torna essencial uma avaliação individualizada para definir o tratamento mais adequado a cada caso.
Segundo o Registo Oncológico Nacional (RON, 2020), o cancro da mama é o tumor maligno mais incidente nas mulheres portuguesas, com mais de 7 400 novos casos anuais.
Embora raro, também pode afetar homens, correspondendo a cerca de 1% dos diagnósticos.
Quais as possíveis causas do Cancro da Mama?
O cancro da mama surge quando determinadas células do tecido mamário sofrem mutações genéticas que alteram o seu comportamento normal, levando ao crescimento descontrolado e à formação de um tumor maligno.
Na maioria dos casos, estas alterações desenvolvem-se ao longo do tempo, sem uma única causa identificável.
Contudo, existem mecanismos biológicos conhecidos que ajudam a compreender o processo de desenvolvimento da doença:
- Mutações genéticas hereditárias: alterações nos genes BRCA1, BRCA2 e outros, que comprometem a reparação natural do ADN e aumentam o risco de cancro da mama e do ovário;
- Danos genéticos adquiridos ao longo da vida: provocados por exposição a radiação, agentes químicos ou envelhecimento celular;
- Influência hormonal: níveis elevados e prolongados de estrogénios podem estimular o crescimento celular mamário e favorecer mutações;
- Inflamação crónica e stress oxidativo: mecanismos que alteram o equilíbrio celular e promovem a proliferação de células anómalas;
- Interação entre genética e ambiente: a combinação de predisposição genética e fatores externos potencia o desenvolvimento tumoral.
Quais os sintomas mais frequentes?
Nem sempre o cancro da mama provoca sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância do rastreio regular.
Entre os sinais de alerta mais comuns observamos:
- Nódulo ou endurecimento na mama ou axila, geralmente indolor;
- Alterações no tamanho, forma ou contorno da mama;
- Retração ou inversão do mamilo;
- Corrimento mamilar anormal, com ou sem sangue;
- Alterações na pele (vermelhidão, descamação, aspeto de “casca de laranja”);
- Dor mamária persistente (menos frequente).
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico envolve uma avaliação clínica detalhada e exames complementares, que permitem confirmar a presença de lesões suspeitas e caraterizá-las.
Os principais exames incluem:
- Mamografia: exame de rastreio principal, indicado a partir dos 40 anos (ou antes, em casos de risco elevado);
- Ecografia mamária: útil em mamas densas e para avaliar nódulos;
- Biópsia mamária: indispensável para confirmar o diagnóstico e identificar o subtipo tumoral;
- Ressonância magnética mamária: utilizada em casos complexos ou de alto risco familiar.
Quais os possíveis tratamentos?
O tratamento depende do tipo, tamanho e estádio do tumor, bem como da idade e estado geral da paciente. No Douro Centro Médico, trabalhamos em articulação com centros oncológicos especializados, garantindo um acompanhamento integrado e personalizado.
As opções terapêuticas incluem:
- Cirurgia (tumorectomia ou mastectomia);
- Radioterapia: geralmente após cirurgia, para eliminar células residuais;
- Quimioterapia: antes ou após a cirurgia, conforme o caso;
- Hormonoterapia: em tumores sensíveis a estrogénios e progesterona;
- Terapias alvo e imunoterapia: direcionadas a mutações específicas (como HER2 positivo).
É essencial salientar que cada caso é único e deve ser avaliado individualmente pelo ginecologista ou oncologista.
Qual a possível evolução / complicações se não tratada?
Sem tratamento, o cancro da mama tende a progredir localmente e metastizar, afetando órgãos como ossos, pulmões, fígado e cérebro.
Mesmo com tratamento, pode haver risco de recorrência, motivo pelo qual o seguimento médico regular é indispensável.
Quais os fatores de risco?
O risco de desenvolver cancro da mama varia de pessoa para pessoa e depende de um conjunto de caraterísticas individuais e hábitos de vida.
Alguns fatores não podem ser modificados, como a idade ou a herança genética, enquanto outros estão relacionados com o estilo de vida e podem ser prevenidos ou controlados.
Os principais fatores de risco conhecidos são:
- Idade avançada, o risco aumenta progressivamente após os 50 anos;
- História familiar de cancro da mama ou ovário, especialmente em parentes de primeiro grau;
- Mutações genéticas hereditárias, nomeadamente BRCA1 e BRCA2;
- Exposição prolongada a estrogénios (menarca precoce, menopausa tardia, terapêutica hormonal prolongada);
- Primeira gravidez tardia ou ausência de gravidezes;
- Sedentarismo e excesso de peso, particularmente após a menopausa;
- Consumo regular de álcool, que aumenta os níveis circulantes de estrogénios;
- Exposição prévia a radiações ionizantes em idade jovem.
Existem formas de prevenir o Cancro da Mama?
A prevenção envolve duas vertentes principais:
Rastreio e deteção precoce:
- Mamografia de rotina (a partir dos 40 anos, conforme indicação médica);
- Autoexame mamário mensal;
- Consultas ginecológicas regulares.
Prevenção primária:
- Manter peso saudável;
- Praticar atividade física regular;
- Evitar consumo de álcool;
- Amamentar sempre que possível;
- Considerar aconselhamento genético em casos de risco familiar.
FAQs
Perguntas frequentes
O cancro da mama é hereditário?
Apenas 5 a 10% dos casos estão associados a mutações genéticas hereditárias. A maioria surge de forma esporádica.
Quais são os primeiros sinais de cancro da mama?
Os primeiros sinais podem ser subtis e indolores, como um nódulo firme, alterações na forma ou contorno da mama, retração do mamilo ou mudanças na pele (vermelhidão, aspeto de “casca de laranja”). Mesmo pequenas alterações devem ser avaliadas, pois o diagnóstico precoce aumenta significativamente as hipóteses de cura.
Como é a dor no cancro da mama?
A dor não é comum nas fases iniciais. Quando presente, tende a ser persistente e localizada, sem relação com o ciclo menstrual. Na maioria das vezes, a dor mamária é de origem benigna, mas deve ser avaliada se não desaparecer ao fim de alguns dias.
Quando um nódulo na mama deve preocupar?
Um nódulo é suspeito quando é duro, irregular, indolor e não se move facilmente à palpação. Os nódulos benignos são geralmente lisos e móveis, mas só os exames clínicos e de imagem permitem confirmar o diagnóstico.
Quanto tempo demora o cancro da mama a desenvolver-se?
O cancro da mama desenvolve-se lentamente, ao longo de meses ou anos, à medida que ocorrem mutações nas células mamárias.
Alguns tumores são de crescimento lento; outros, de comportamento mais agressivo, evoluem mais rapidamente.
O cancro da mama tem cura?
Sim. Quando é diagnosticado nas fases iniciais, apresenta taxas de sobrevivência superiores a 90%, segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Mesmo em casos avançados, há tratamentos eficazes que permitem controlar a doença e manter uma boa qualidade de vida.
Qual é o tipo de cancro da mama mais agressivo?
O cancro da mama triplo-negativo é considerado um dos mais agressivos, pois não responde às terapias hormonais nem às dirigidas ao HER2.
Outro tipo menos comum, o carcinoma inflamatório da mama, pode apresentar crescimento rápido e alterações inflamatórias visíveis na pele.
Os homens também podem ter cancro da mama?
Sim. Embora raro, o cancro da mama também pode afetar homens, representando cerca de 1 % dos diagnósticos em Portugal.
Com que frequência devo fazer mamografia?
O rastreio mamário deve ser feito de dois em dois anos, a partir dos 40 anos, segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Mulheres com risco acrescido podem iniciar o rastreio mais cedo, sob orientação médica.
Quando devo procurar ajuda médica?
Deve marcar consulta se detetar um nódulo, alterações no mamilo, corrimento mamilar ou modificações na pele da mama. Mesmo na ausência de sintomas, é essencial realizar mamografias periódicas a partir dos 40 anos, ou antes se existir risco familiar aumentado.
A avaliação precoce é a melhor forma de garantir um diagnóstico atempado e aumentar as hipóteses de cura.
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