Análises na gravidez: quais fazer em cada trimestre?
Durante a gravidez, o plano de análises é ajustado à fase da gestação. Estes exames permitem avaliar a saúde materna, rastrear determinadas infeções e identificar alterações que possam necessitar de vigilância ou intervenção.
Algumas análises são realizadas no 1.º trimestre, enquanto outras estão associadas a períodos específicos, como o rastreio da diabetes gestacional entre as 24 e as 28 semanas ou a pesquisa de Streptococcus do grupo B nas últimas semanas.
Neste artigo reunimos as principais análises habitualmente realizadas em cada trimestre e explicamos quando podem ser solicitadas. O plano deve ser sempre adaptado à história clínica, aos resultados anteriores e à evolução da gravidez.
No Douro Centro Médico, pode realizar colheitas para análises clínicas durante a gravidez, sem necessidade de marcação.
Resumo das análises por trimestre
Trimestre | Quando | Principais análises |
1.º trimestre | Antes das 13 semanas | Grupo sanguíneo e fator Rh, Coombs indireto, hemograma, glicemia, rastreios de infeções, urocultura e rastreio bioquímico do 1.º trimestre. |
2.º trimestre | Entre as 18 e as 28 semanas, consoante a análise | Rubéola nas mulheres não imunes, hemograma, PTGO para rastreio da diabetes gestacional, toxoplasmose nas mulheres não imunes, urocultura e Coombs indireto. |
3.º trimestre | Entre as 32 e as 37 semanas | Hemograma, sífilis, toxoplasmose, VIH, hepatite B quando indicada, urocultura e pesquisa de Streptococcus do grupo B. |
Para que servem as análises durante a gravidez?
As análises permitem avaliar diferentes parâmetros importantes para a vigilância da gravidez. Podem ajudar, por exemplo, a detetar anemia ou alterações da glicemia, determinar o grupo sanguíneo e fator Rh, verificar a imunidade ou exposição a determinadas infeções e identificar alterações na urina que possam necessitar de tratamento ou acompanhamento.
Alguns exames têm objetivos específicos e são realizados apenas em determinadas fases. É o caso do rastreio bioquímico do 1.º trimestre, utilizado para estimar o risco de determinadas alterações cromossómicas, ou da prova de tolerância à glicose oral, utilizada no rastreio da diabetes gestacional.
A informação obtida através das análises é complementada pelas consultas de Obstetrícia e pelas ecografias obstétricas, permitindo ao médico acompanhar a evolução da gravidez de forma integrada.
Análises no 1.º trimestre da gravidez
No 1.º trimestre é realizada uma avaliação inicial que permite conhecer alguns parâmetros importantes da saúde materna e identificar situações que possam influenciar a vigilância da gravidez.
Antes das 13 semanas podem ser realizadas:
- Tipagem ABO e fator Rh;
- Pesquisa de aglutininas irregulares (teste de Coombs indireto);
- Hemograma completo;
- Glicemia em jejum;
- VDRL, para rastreio da sífilis;
- Serologia da rubéola, IgG e IgM;
- Serologia da toxoplasmose, IgG e IgM;
- Rastreio da infeção pelo VIH (HIV);
- Rastreio da hepatite B;
- Urocultura para rastreio da bacteriúria assintomática;
- Rastreio bioquímico do 1.º trimestre, com PAPP-A (Proteína Plasmática A associada à Gravidez) e β-hCG livre (Subunidade β livre da Hormona Gonadotrófica Coriónica), para o rastreio das trissomias 21, 18 e 13.
O rastreio bioquímico é conjugado com outros dados, incluindo parâmetros da ecografia do 1.º trimestre, para calcular o risco de determinadas alterações cromossómicas. É um exame de rastreio e não de diagnóstico.
Saiba para que serve cada uma destas análises em Análises no 1.º trimestre da gravidez.
Análises no 2.º trimestre da gravidez
No 2.º trimestre, alguns parâmetros voltam a ser avaliados e são realizados rastreios próprios desta fase, incluindo o rastreio da diabetes gestacional.
Entre as 18 e as 20 semanas
- Serologia da rubéola, IgG e IgM, nas mulheres não imunes.
Entre as 24 e as 28 semanas
- Hemograma completo;
- Rastreio da diabetes gestacional através da Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO) com 75 g;
- Serologia da toxoplasmose, IgG e IgM, nas mulheres não imunes;
- Urocultura com eventual teste de sensibilidade aos antibióticos;
- Pesquisa de aglutininas irregulares (teste de Coombs indireto).
Quando não tenha sido realizado o rastreio bioquímico do 1.º trimestre, pode estar indicado o rastreio bioquímico do 2.º trimestre, de acordo com a avaliação clínica.
Para conhecer com mais detalhe os exames realizados nesta fase, consulte Análises no 2.º trimestre da gravidez.
Análises no 3.º trimestre da gravidez
Nas últimas semanas de gravidez são repetidas algumas análises e realizados rastreios relevantes para a preparação do parto e para os cuidados ao recém-nascido.
Entre as 32 e as 34 semanas
- Hemograma completo;
- VDRL;
- Serologia da toxoplasmose, IgG e IgM, nas mulheres não imunes;
- VIH 1 e 2;
- Rastreio da hepatite B, através da pesquisa de AgHBs, quando indicada a repetição no 3.º trimestre;
- Urocultura com eventual teste de sensibilidade aos antibióticos (TSA).
Entre as 35 e as 37 semanas
- Colheita vaginal e ano-retal para pesquisa de Streptococcus β-hemolítico do grupo B.
A pesquisa de Streptococcus do grupo B permite identificar as grávidas colonizadas pela bactéria e, quando necessário, definir medidas preventivas durante o parto.
Pode consultar mais informação sobre estes exames em Análises no 3.º trimestre da gravidez.
Todas as grávidas fazem as mesmas análises?
Não. Embora exista um conjunto de análises habitualmente integrado na vigilância da gravidez, o plano pode variar de acordo com a situação de cada grávida.
Os antecedentes pessoais e obstétricos, os resultados de exames anteriores, o grupo sanguíneo, a imunidade a determinadas infeções ou o aparecimento de alterações durante a gestação podem justificar exames adicionais ou uma calendarização diferente.
Por isso, as análises devem ser prescritas e interpretadas pelo profissional de saúde responsável pelo acompanhamento da gravidez.
Onde fazer análises durante a gravidez no Porto?
No Douro Centro Médico realizamos análises clínicas em parceria com os Laboratórios Dr. Germano de Sousa, incluindo diferentes exames utilizados na vigilância da gravidez.
As colheitas são realizadas de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, sem necessidade de marcação. Basta comparecer na clínica dentro do horário de colheitas.
As análises podem ser articuladas com as consultas e restantes exames necessários ao acompanhamento da gravidez.
Ginecologistas Obstetras do Douro Centro Médico
No Douro Centro Médico, no Porto, contamos com uma equipa de especialistas em Ginecologia e Obstetrícia que acompanha a gravidez desde as primeiras semanas e adapta a vigilância às necessidades de cada grávida.
Perguntas frequentes
Quando são feitas as primeiras análises da gravidez?
As primeiras análises são habitualmente realizadas no 1.º trimestre, antes das 13 semanas. Incluem exames para avaliar diferentes parâmetros da saúde materna e rastrear algumas infeções relevantes durante a gravidez.
Quando se faz o rastreio da diabetes gestacional?
A Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO) com 75 g é habitualmente realizada entre as 24 e as 28 semanas de gravidez.
É necessário estar em jejum para fazer análises durante a gravidez?
Depende dos exames prescritos. Algumas análises, como a glicemia em jejum ou a PTGO, têm requisitos específicos. Deve seguir as indicações dadas pelo médico ou pelo laboratório antes da colheita.
Quando é feita a pesquisa de Streptococcus do grupo B?
A pesquisa de Streptococcus β-hemolítico do grupo B é habitualmente realizada entre as 35 e as 37 semanas, através de uma colheita vaginal e ano-retal.
É necessário repetir algumas análises durante a gravidez?
Sim. Algumas análises podem ser repetidas em diferentes trimestres, dependendo dos resultados anteriores, do estado de imunidade da grávida e da evolução da gravidez. O médico responsável pelo acompanhamento define quais os exames necessários em cada fase.
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No Douro Centro Médico
Av. da Boavista 197, 2ºB, 4050-115 Porto, Portugal
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