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Análises no 1.º trimestre da gravidez: quais fazer e para que servem?

Grávida no 1.º trimestre da gravidez
Última revisão em:
30 de Setembro 2026
Última revisão em:
30 de Setembro 2026
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    As análises do 1.º trimestre da gravidez permitem avaliar a saúde materna, determinar o grupo sanguíneo e fator Rh, rastrear algumas infeções e identificar alterações que possam necessitar de acompanhamento.

    Nesta fase podem ser pedidos exames ao sangue e à urina, incluindo hemograma, glicemia em jejum, serologias, urocultura e rastreio bioquímico do 1.º trimestre. A necessidade de cada análise deve ser definida de acordo com os antecedentes, os resultados anteriores e a evolução da gravidez. 

    Para conhecer os exames realizados nas restantes fases, consulte também as análises na gravidez.

    No Douro Centro Médico, pode realizar colheitas para análises clínicas durante a gravidez, sem necessidade de marcação.

    Quais são as análises do 1.º trimestre da gravidez?

    Antes das 13 semanas podem ser realizadas:

    Cada uma destas análises fornece informação diferente e os resultados devem ser interpretados em conjunto com a história clínica e os restantes exames da gravidez.

    Para que serve cada análise no 1.º trimestre?

    Tipagem ABO e fator Rh

    Esta análise permite determinar o grupo sanguíneo da grávida – A, B, AB ou O – e saber se o fator Rh é positivo ou negativo.

    Conhecer o fator Rh é particularmente importante durante a gravidez porque, nas mulheres Rh negativo, pode existir risco de desenvolvimento de anticorpos contra glóbulos vermelhos fetais Rh positivo. A identificação desta situação permite planear a vigilância e, quando indicado, medidas preventivas ao longo da gravidez.

    O teste de Coombs indireto pesquisa anticorpos maternos dirigidos contra antigénios presentes nos glóbulos vermelhos.

    A sua realização no início da gravidez permite identificar anticorpos com possível relevância para a gestação e determinar se é necessária vigilância adicional.

    O hemograma avalia diferentes componentes do sangue, incluindo glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

    No 1.º trimestre, é particularmente útil para identificar alterações como anemia. A avaliação da hemoglobina e de outros parâmetros do hemograma ajuda o médico a perceber se existe necessidade de investigação ou acompanhamento adicional.

    A glicemia em jejum mede a concentração de glicose no sangue e permite identificar precocemente alterações dos valores de glicemia.

    Esta análise é diferente da Prova de Tolerância à Glicose Oral (PTGO), habitualmente realizada mais tarde, entre as 24 e as 28 semanas, para o rastreio da diabetes gestacional.

    O VDRL é utilizado no rastreio da sífilis durante a gravidez.

    A identificação precoce da infeção é importante porque permite orientar a avaliação e o tratamento, reduzindo o risco de complicações para a gravidez e para o bebé. Um resultado reativo deve ser enquadrado pelo médico e pode exigir testes adicionais.

    A serologia da rubéola permite avaliar a imunidade da grávida e identificar situações que necessitem de interpretação clínica.

    Quando existe imunidade previamente documentada, por exemplo numa consulta preconcecional ou numa gravidez anterior, pode não ser necessário repetir o rastreio. Esta decisão deve ser feita pelo profissional que acompanha a gravidez.

    A serologia da toxoplasmose permite avaliar se existe imunidade ou evidência de contacto com o parasita responsável pela toxoplasmose.

    Nas mulheres que já têm imunidade documentada, habitualmente não é necessário repetir este rastreio durante a gravidez. Quando não existe imunidade, podem ser necessárias novas análises nos trimestres seguintes.

    O rastreio do VIH faz parte da avaliação analítica do início da gravidez.

    A deteção precoce da infeção permite iniciar ou adaptar o acompanhamento e as medidas necessárias para proteger a saúde materna e reduzir o risco de transmissão ao bebé.

    No 1.º trimestre é realizado o rastreio da hepatite B, habitualmente através da pesquisa do antigénio HBs (AgHBs).

    A identificação de uma grávida com AgHBs positivo permite planear os cuidados necessários durante a gravidez e após o nascimento, incluindo as medidas indicadas para o recém-nascido.

    A urocultura permite identificar bactérias na urina mesmo quando a grávida não apresenta sintomas de infeção urinária.

    É por isso utilizada para o rastreio da bacteriúria assintomática durante a gravidez. Se forem identificadas bactérias, pode ser realizado um teste de sensibilidade aos antibióticos (TSA), que ajuda a orientar o tratamento quando necessário.

    O rastreio bioquímico do 1.º trimestre inclui a análise de dois marcadores no sangue materno: PAPP-A (Proteína Plasmática A associada à Gravidez) e β-hCG livre (Subunidade β livre da Hormona Gonadotrófica Coriónica).

    Estes resultados são combinados com dados maternos e parâmetros da ecografia do 1.º trimestre, nomeadamente a translucência da nuca, para estimar o risco de alterações cromossómicas como as trissomias 21, 18 e 13.

    O rastreio bioquímico não é um exame de diagnóstico. Um resultado de risco aumentado não significa que o bebé tenha uma trissomia, mas pode justificar a realização de outros exames para esclarecer o resultado.

    Onde fazer análises do 1.º trimestre da gravidez no Porto?

    No Douro Centro Médico realizamos análises clínicas em parceria com os Laboratórios Dr. Germano de Sousa.

    As colheitas são realizadas de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, sem necessidade de marcação. Basta comparecer na clínica dentro do horário de colheitas.

    As análises podem ser articuladas com as consultas de Obstetrícia e os restantes exames necessários nesta fase da gravidez.

    FAQs

    Perguntas frequentes

    As análises iniciais da gravidez são habitualmente realizadas antes das 13 semanas. O momento exato pode variar de acordo com a data da primeira consulta, os antecedentes da grávida e os exames já realizados.

    Nem todas as análises exigem jejum. A glicemia em jejum necessita dessa preparação, enquanto o rastreio bioquímico do 1.º trimestre, por si só, não exige jejum. Deve confirmar as instruções antes da colheita.

    Porque durante a gravidez podem existir bactérias na urina sem sintomas. A urocultura permite detetar esta bacteriúria assintomática e definir se é necessário tratamento.

    Depende do resultado inicial e do estado de imunidade. Nas mulheres não imunes, a serologia pode ser repetida ao longo da gravidez de acordo com a vigilância definida pelo médico.

    Não. O rastreio bioquímico estima a probabilidade de determinadas alterações cromossómicas. Um resultado de risco aumentado pode levar à realização de outros exames, mas não confirma, por si só, um diagnóstico.

    Não. A maioria das análises desta fase é realizada através de uma colheita de sangue, mas a urocultura necessita de uma amostra de urina.

    O rastreio bioquímico envolve uma colheita de sangue e é posteriormente combinado com informação da ecografia do 1.º trimestre.

    Um resultado fora dos valores de referência não significa, por si só, que exista um problema na gravidez.

    A interpretação depende do tipo de análise, do valor encontrado, da idade gestacional, dos antecedentes da grávida e dos restantes resultados. Em algumas situações pode ser necessário repetir a análise, realizar exames complementares ou adaptar a vigilância.

    Por isso, os resultados devem ser sempre avaliados pelo profissional de saúde responsável pelo acompanhamento da gravidez.

    Agende uma consulta de Obstetrícia

    No Douro Centro Médico

    Av. da Boavista 197, 2ºB, 4050-115 Porto, Portugal

    Aviso médico: A informação apresentada não substitui a avaliação por um obstetra do Douro Centro Médico. Em caso de sintomas ou dúvidas, agende uma consulta.