Polissonografia (Exame do Sono)
A polissonografia, ou exame do sono, é um estudo que avalia o que acontece durante o sono, com especial foco na respiração, oxigenação, ritmo cardíaco e, em alguns casos, na atividade cerebral e nos movimentos corporais.
É frequentemente indicada quando existe suspeita de apneia do sono ou de outras alterações respiratórias do sono, sobretudo perante sintomas como ressonar importante, pausas respiratórias, sono pouco reparador ou sonolência durante o dia. Dependendo da situação clínica, pode ser realizada em casa ou em laboratório do sono, com diferentes níveis de complexidade.
No Douro Centro Médico, a polissonografia é realizada na área de Pneumologia e, quando necessário, articulada com consulta de Medicina do Sono.
Tópicos | Resumo |
O que é | Exame do sono que avalia a respiração, oxigenação, ritmo cardíaco e outros parâmetros durante a noite. |
Como é feito | Pode ser realizado em casa ou em laboratório do sono, com sensores colocados no corpo durante o sono. |
Indicações | Indicado sobretudo em casos de suspeita de apneia do sono, ressonar, pausas respiratórias e sonolência diurna. |
O que deteta | Pode identificar apneia do sono, quedas de oxigénio, ressonar e outras alterações respiratórias do sono. |
Preparação | Inclui cuidados simples, como evitar álcool e cafeína e seguir as instruções dadas antes do exame. |
O que é a polissonografia e para que serve?
A polissonografia é um exame que regista simultaneamente vários parâmetros do organismo durante o sono. O objetivo é perceber se o sono está a decorrer de forma normal ou se existem alterações que expliquem sintomas como cansaço ao acordar, despertares frequentes, ressonar, falta de ar durante a noite ou sonolência durante o dia.
Consoante o tipo de estudo, a polissonografia pode avaliar:
- atividade cerebral;
- movimentos oculares;
- atividade muscular;
- fluxo respiratório;
- esforço respiratório;
- níveis de oxigénio no sangue;
- frequência cardíaca;
- movimentos das pernas;
- posição corporal.
Na prática, este exame serve sobretudo para confirmar ou excluir apneia obstrutiva do sono, avaliar a gravidade das alterações respiratórias e perceber quando um exame mais simples é suficiente e quando é necessário um estudo mais completo.
Que tipos de polissonografia existem?
Existem diferentes tipos de estudo do sono. Uma forma simples e útil de os apresentar é explicar que variam conforme o número de parâmetros registados, o local onde são realizados e a profundidade da avaliação.
De forma geral, quanto mais completo é o exame, mais informação clínica conseguimos obter.
Polissonografia Nível 1
A polissonografia nível 1 é o estudo mais completo. Habitualmente é realizada em laboratório do sono, com monitorização presencial durante a noite. Permite registar não só a respiração e a oxigenação, mas também as fases do sono, microdespertares, movimentos e outros parâmetros que ajudam a fazer uma avaliação detalhada.
É geralmente a opção mais indicada quando:
- há suspeita de uma perturbação do sono mais complexa;
- é importante analisar a arquitetura do sono;
- existem dúvidas diagnósticas após exames mais simples;
- há possibilidade de apneia central, movimentos periódicos dos membros ou outras alterações que não se resumem à apneia obstrutiva do sono.
Polissonografia Nível 2
A polissonografia nível 2 é um estudo completo ou muito próximo do completo, mas feito fora do laboratório, geralmente em casa. Inclui vários canais de monitorização e pode registar também parâmetros de sono, como a atividade cerebral, o que a torna mais completa do que os estudos respiratórios simplificados.
Na nossa experiência, este nível pode ser útil quando se pretende uma avaliação mais aprofundada no domicílio, desde que as características do doente e a qualidade técnica do registo o permitam. Ainda assim, nem todos os casos são adequados para este formato.
Polissonografia Nível 3
A polissonografia nível 3, também chamada em muitos contextos estudo cardiorrespiratório do sono ou poligrafia respiratória, é um exame mais focado na componente respiratória. Costuma ser realizado em casa e avalia parâmetros como fluxo respiratório, esforço respiratório, oxigenação, frequência cardíaca e, frequentemente, posição corporal e ressonar.
É muitas vezes utilizada quando existe suspeita clínica de apneia obstrutiva do sono em adultos sem grande complexidade clínica, porque é mais simples, mais cómodo e direcionado para essa finalidade. No entanto, por não avaliar com o mesmo detalhe as fases do sono, não substitui um estudo completo em todas as situações.
Como é feita a polissonografia?
A forma de realização depende do nível do exame.
Nos estudos feitos em laboratório, o doente passa a noite numa unidade preparada para o efeito. Antes de adormecer, são colocados vários sensores na cabeça, face, tórax, abdómen, dedos e, por vezes, nas pernas. Estes sensores registam o sono, a respiração, o oxigénio, o ritmo cardíaco e os movimentos ao longo da noite.
Nos estudos domiciliários, o doente leva um equipamento portátil e recebe instruções para colocar ou adaptar os sensores antes de dormir. Dependendo do exame, podem ser utilizados sensores no nariz, tórax, abdómen, dedo e, por vezes, elétrodos adicionais. Depois, o registo decorre em casa, durante uma noite habitual de sono.
De forma resumida:
- Nível 1: realizado em laboratório, com vigilância e maior número de parâmetros;
- Nível 2: realizado em casa, com registo alargado e maior detalhe do que um exame respiratório simples;
- Nível 3: realizado em casa na maioria dos casos, focado sobretudo na respiração durante o sono.
Em que situações pode ser indicada?
A polissonografia pode ser indicada quando existem sintomas ou sinais sugestivos de perturbação respiratória do sono, mas também quando há necessidade de esclarecer outras alterações noturnas. Observamos com frequência a sua utilidade em pessoas que adiam a avaliação durante muito tempo porque associam o cansaço apenas ao stress ou ao ritmo de vida.
As indicações mais frequentes incluem:
- ressonar intenso e habitual;
- pausas respiratórias observadas durante o sono;
- engasgamento ou sensação de sufoco noturno;
- sono agitado ou fragmentado;
- despertares frequentes;
- sonolência diurna excessiva;
- fadiga ao acordar;
- cefaleias matinais;
- dificuldade de concentração;
- suspeita de apneia obstrutiva do sono;
- necessidade de aprofundar a investigação de outros distúrbios do sono, sobretudo quando o estudo completo está indicado.
Em alguns contextos, o exame pode ser particularmente relevante em pessoas com maior risco clínico, como obesidade, hipertensão arterial difícil de controlar, antecedentes cardiovasculares ou determinadas doenças neuromusculares, embora a escolha do tipo de estudo deva ser individualizada.
O que é que a polissonografia pode detetar?
De forma geral, a polissonografia ajuda a identificar alterações respiratórias e outras perturbações que interferem com a qualidade do sono. O diagnóstico mais procurado é a apneia obstrutiva do sono, mas não é o único.
Este exame pode detetar, entre outras alterações:
- episódios de apneia e hipopneia;
- quedas de oxigenação durante a noite;
- ressonar associado a obstrução da via aérea;
- fragmentação do sono;
- alterações na arquitetura do sono, quando o exame inclui registo das fases do sono;
- alguns distúrbios do movimento durante o sono;
- situações em que é necessário distinguir apneia obstrutiva de quadros mais complexos.
Preparação para a polissonografia
A preparação costuma ser simples, mas é importante seguir as orientações fornecidas pela equipa que marca o exame. Em geral, quanto mais próxima estiver a rotina dessa noite do seu padrão habitual, mais útil tende a ser o registo.
Habitualmente recomendamos:
- manter horários de sono tão regulares quanto possível nos dias anteriores;
- evitar álcool no dia do exame, porque pode alterar a respiração e a estrutura do sono;
- evitar cafeína ao final do dia, salvo indicação em contrário;
- lavar o cabelo e evitar cremes, óleos ou produtos que dificultem a fixação de sensores, quando o estudo inclui elétrodos;
- levar medicação habitual, a menos que tenha recebido instruções específicas diferentes;
- esclarecer antecipadamente dúvidas sobre a colocação do equipamento, quando o exame é domiciliário.
Qual o preço da polissonografia?
O preço da polissonografia varia de acordo com o nível do exame e com o tipo de monitorização necessário.
No Douro Centro Médico, os preços particulares são os seguintes:
- Polissonografia Nível 1: 360 €
- Polissonografia Nível 2: 310 €
- Polissonografia Nível 3: 170 €
O Douro Centro Médico dispõe ainda de diversos acordos e convenções, cada um com condições e valores específicos para este tipo de exame.
Acordos
Dispomos de vários acordos para os exames e análises clínicas das diferentes especialidades (alguns exemplos abaixo).
ADSE
Seguradoras e Planos de Saúde
- Aegon Santander
- Advance Care
- Allianz
- Associação Mutualista Montepio Geral
- Açoreana Seguros
- CGD
- Companhia Portuguesa Seguros Saúde (Médis)
- CTT Médis
- Fidelidade
- Future Healthcare
- Generali
- Groupama
- LOGO Seguros
- Lusitania
- MGEN
- Medicare
- Montepio
- Multicare
- Mudum
- Plano de Saúde Wells
- Real Seguros
- SAD P.S.P.
- SAMS Quadros
- SAMS SBN
- SAMS SIB
- Sãvida
- Seguradoras Unidas
- Tranquilidade
- Victoria
- Entre outras
No momento da marcação, deverá confirmar se o seu seguro / plano de saúde está disponível para o exame em questão.
Pneumologista especialista em Medicina do Sono
Onde fazer uma Polissonografia no Porto
Douro Centro Médico
Av. da Boavista 197, 2ºB, 4050-115 Porto, Portugal
Perguntas frequentes
A polissonografia serve apenas para diagnosticar apneia do sono?
Não. A apneia do sono é uma das principais indicações, mas os estudos mais completos também podem ajudar a investigar outras perturbações do sono, alterações dos movimentos e problemas relacionados com a arquitetura do sono. Já os exames mais simples, como muitos estudos nível 3, são mais dirigidos à componente respiratória.
Qual é a diferença entre polissonografia em casa e em laboratório?
A principal diferença está no detalhe da monitorização e no contexto do exame. Em laboratório, o estudo tende a ser mais completo e supervisionado. Em casa, o exame pode ser mais cómodo e mais próximo do sono habitual, mas nem sempre oferece a mesma profundidade de análise, sobretudo nos estudos respiratórios simplificados.
Quem deve fazer este exame?
Deve ser considerado em pessoas com sintomas sugestivos de perturbação respiratória do sono, como ressonar importante, pausas respiratórias, sonolência diurna excessiva, despertares com sufoco ou sono não reparador. A decisão depende sempre da avaliação clínica e do tipo de suspeita diagnóstica.
A polissonografia dói?
Não. É um exame não invasivo. Os sensores são colocados na superfície da pele e, embora possam causar algum incómodo por exigirem adaptação, não provocam dor.
É possível dormir mal durante o exame e mesmo assim obter resultados úteis?
Sim, muitas vezes o exame continua a ser interpretável mesmo que a noite não seja perfeita. Ainda assim, a qualidade do registo e o tempo total de sono influenciam a robustez da avaliação. Quando o registo é insuficiente ou inconclusivo, pode ser necessário repetir o exame ou optar por um estudo mais completo.
Quem tem apneia do sono pode conduzir?
Nem sempre esta resposta é igual para todos os casos. A apneia do sono, sobretudo quando é moderada ou grave e acompanhada de sonolência diurna, está associada a maior risco de acidentes rodoviários. Na União Europeia, existem regras que exigem avaliação médica e controlo adequado da doença antes de conduzir em segurança em determinadas situações. Por isso, esta questão deve ser discutida individualmente com o médico assistente.
Qual é o médico que trata a apneia do sono?
A apneia do sono pode ser acompanhada por médicos com diferenciação em medicina do sono, frequentemente na área de Pneumologia, mas também pode envolver outras especialidades consoante o caso clínico. O mais importante é que exista avaliação dirigida aos sintomas, ao tipo de perturbação do sono e aos fatores associados.
A polissonografia deteta apneia central e apneia obstrutiva?
Os estudos mais completos permitem uma diferenciação mais robusta entre tipos de eventos respiratórios. Já os exames mais simples podem levantar a suspeita, mas nem sempre são suficientes para esclarecer quadros mais complexos, motivo pelo qual alguns doentes precisam de polissonografia completa.