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Escarlatina

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    O que é a escarlatina?

    A escarlatina é uma doença infeciosa e contagiosa, provocada pela bactéria Streptococcus do grupo A, a mesma responsável por algumas amigdalites e faringites. Embora possa afetar pessoas de qualquer idade, é muito mais frequente em crianças em idade escolar, entre os 5 e os 15 anos. A doença caracteriza-se por febre, dor de garganta e uma erupção cutânea típica, de cor vermelho-escarlate, que confere à pele um aspeto áspero, semelhante a lixa.

    Quais as possíveis causas?

    A escarlatina é causada por uma infeção da garganta por Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do grupo A). A transmissão ocorre através do contacto direto com gotículas de saliva ou secreções de pessoas infetadas, seja por tosse, espirro, beijo ou pelo uso partilhado de objetos como copos e talheres.

    O período de incubação varia entre 1 a 10 dias. Nem todas as pessoas infetadas desenvolvem escarlatina: apenas aquelas que têm uma reação de hipersensibilidade às toxinas libertadas pela bactéria.

    Quais os sintomas mais frequentes?

    Os sintomas da escarlatina surgem de forma súbita e podem incluir:

    • Febre alta e calafrios, muitas vezes com início abrupto;
    • Dor de garganta intensa e dificuldade em engolir;
    • Mal-estar geral, dor de cabeça, dores no corpo e, em algumas crianças, dor abdominal, náuseas ou vómitos;
    • Manchas vermelhas pequenas e ásperas na pele, que começam no tronco, axilas e virilhas e rapidamente se espalham para o pescoço, rosto (com palidez ao redor da boca), braços e pernas. As palmas das mãos e plantas dos pés não costumam ser afetadas;
    • Descamação da pele, especialmente nas mãos e pés, alguns dias após o início dos sintomas;
    • Língua inicialmente com placas esbranquiçadas, que depois adquire um aspeto vermelho vivo (“língua em framboesa” ou “língua em morango”);
    • Aumento dos gânglios do pescoço.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico da escarlatina é, na maioria dos casos, clínico, baseado na observação dos sintomas típicos e no exame físico. Para confirmação, podem ser realizados testes laboratoriais, como a cultura de garganta ou o teste rápido de antigénio para Streptococcus do grupo A, especialmente em casos duvidosos ou para diferenciar de outras doenças exantemáticas (com manchas na pele), como o sarampo ou a rubéola.

    diagnóstico escarlatina

    Qual o tratamento da escarlatina?

    O tratamento da escarlatina é feito com antibióticos, geralmente penicilina V ou amoxicilina, durante 10 dias. Em casos de alergia à penicilina, podem ser usadas cefalosporinas ou macrólidos, como a azitromicina.

    É fundamental cumprir toda a medicação, mesmo que os sintomas melhorem antes, para garantir a erradicação da bactéria e prevenir complicações.

    Analgésicos e antipiréticos, como paracetamol ou ibuprofeno, ajudam a controlar a febre e o desconforto. Repouso, hidratação e alimentação leve também são recomendados.

    É extremamente importante não se automedicar. Em caso de sintomas, consulte um pediatra.

    Complicações (possível evolução da escarlatina se não tratada)

    Apesar de, na maioria dos casos, a escarlatina evoluir favoravelmente com o tratamento adequado, se não tratada pode originar complicações graves:

    • Otite, sinusite, laringite ou meningite (complicações precoces);
    • Febre reumática, que pode afetar o coração e as articulações;
    • Glomerulonefrite (inflamação dos rins);
    • Choque séptico, embora raro.

    Estas complicações podem surgir durante a doença ou semanas após a aparente recuperação.

    Pediatras do Douro Centro Médico

    Perguntas frequentes

    Sim, a escarlatina é contagiosa.

    Ela pode transmitir-se das seguintes formas:

    • Pela respiração: gotículas ao tossir/espirrar e contacto próximo com uma pessoa infetada.

    • Também pode espalhar-se ao tocar em superfícies/objetos contaminados e depois na boca/nariz.

    O período de incubação costuma ser de 2–5 dias.

    Sem tratamento, a pessoa pode contagiar durante 2–3 semanas depois do início dos sintomas.

    Com antibiótico adequado, deixa geralmente de ser contagiosa após aproximadamene 24 horas, portanto a pessoa infetada deve ficar em casa até passar a febre e cumprir esse período de antibiótico.

    A transmissão pode tentar ser prevenida lavando as mãos com frequência, tapando a boca/nariz ao tossir/espirrar, não partilhando talheres/copos e evitando contacto próximo até deixar de ser contagiosa.

     

    A escarlatina pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é muito mais frequente em crianças entre os 5 e os 15 anos. É rara em crianças com menos de 3 anos e também menos comum em adultos, embora possa acontecer em qualquer faixa etária.

    O afastamento escolar é recomendado por, pelo menos, 24 horas após o início do antibiótico, pois a partir desse momento o risco de contágio diminui significativamente. No entanto, o tempo total de recuperação pode variar entre 5 a 7 dias, dependendo da gravidade dos sintomas.

    Os sinais mais característicos são a febre alta, dor de garganta e o aparecimento de uma erupção cutânea vermelha e áspera, associada a alterações na língua (“língua em framboesa”). Se suspeitar de escarlatina, consulte o pediatra para confirmação e início do tratamento.

    As borbulhas são pequenas, vermelhas e ásperas ao toque, começando geralmente no tronco e espalhando-se rapidamente para outras zonas do corpo. Nas dobras da pele podem ser mais intensas e, após alguns dias, a pele pode descamar.

    É possível contrair escarlatina mais do que uma vez, embora seja pouco frequente. A imunidade adquirida não é permanente, pois existem diferentes toxinas produzidas pela bactéria.

    Na maioria dos casos, a escarlatina não é grave e responde bem ao tratamento com antibióticos. No entanto, se não for tratada, pode evoluir para complicações sérias, como febre reumática ou problemas renais.

    Atualmente, não existe vacina contra a escarlatina. A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado das infeções por Streptococcus do grupo A.

    Sim, apesar de ser mais comum em crianças, a escarlatina também pode afetar adultos.

    A escarlatina pode, embora raramente, afetar bebés. É especialmente incomum em crianças com menos de 3 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade, incluindo bebés. Nos mais pequenos, os sintomas podem ser menos evidentes e o diagnóstico pode ser mais difícil, exigindo maior vigilância médica.

    A escarlatina na gravidez é rara, mas, se ocorrer, deve ser tratada prontamente para evitar complicações para a mãe e o bebé. O antibiótico adequado pode ser administrado em segurança durante a gravidez.

    Na maioria dos casos, quando tratada corretamente com antibióticos, a escarlatina não deixa sequelas e a recuperação é completa. No entanto, se não for tratada ou se o tratamento for inadequado, podem surgir complicações graves, como febre reumática (que pode afetar o coração e as articulações) e glomerulonefrite (inflamação dos rins). Estas complicações podem, sim, deixar sequelas a longo prazo, embora sejam raras com o tratamento adequado.

    A escarlatina é transmissível desde o início dos sintomas até cerca de 24 horas após o início do tratamento antibiótico adequado. Sem tratamento, a pessoa pode transmitir a bactéria por até duas a três semanas. Por isso, é fundamental iniciar o antibiótico assim que o diagnóstico é feito, reduzindo rapidamente o risco de contágio.

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