Especialista em apneia do sono no Porto: quando procurar avaliação?
A consulta com um especialista em apneia do sono é indicada quando existem ronco intenso, pausas respiratórias observadas durante a noite, despertares com sensação de sufoco, sono pouco reparador ou sonolência excessiva durante o dia.
No Douro Centro Médico, no Porto, avaliamos os sintomas noturnos e diurnos, os hábitos de sono, os antecedentes clínicos, a medicação habitual e os fatores que podem aumentar o risco de apneia. Quando existe indicação, definimos o estudo do sono mais adequado.
O que avalia um especialista em apneia do sono?
O especialista procura perceber se os sintomas sugerem interrupções ou reduções repetidas da respiração durante o sono e qual o impacto dessas alterações no descanso, na atenção e na saúde.
A consulta permite identificar fatores de risco, distinguir a apneia de outras perturbações do sono e decidir se é necessário realizar um exame. A partir desta avaliação, orientamos os passos seguintes de acordo com a situação clínica.
Especialista em apneia do sono no Douro Centro Médico
No Douro Centro Médico, a avaliação da apneia do sono é realizada em Consulta de Medicina do Sono pela Dr.ª Maria José Guimarães, médica especialista em Pneumologia com competência e diferenciação em Medicina do Sono.
Em que situações deve procurar avaliação médica?
Deve procurar avaliação quando existem sinais de alterações respiratórias durante o sono ou quando o descanso insuficiente começa a afetar a atenção, o humor, o desempenho profissional ou as atividades diárias.
Algumas situações que podem justificar uma consulta incluem:
- Ronco intenso e frequente;
- Pausas respiratórias observadas por outra pessoa;
- Despertares com sensação de falta de ar, engasgamento ou sufoco;
- Sono agitado ou despertares repetidos;
- Sonolência excessiva durante o dia;
- Dor de cabeça ou boca seca ao acordar;
- Dificuldade de concentração, alterações de memória ou irritabilidade;
- Hipertensão arterial de difícil controlo;
- Diagnóstico anterior de apneia com sintomas persistentes;
- Dificuldade de adaptação ao tratamento já prescrito.
Ressonar não significa necessariamente ter apneia do sono. No entanto, o ronco associado a pausas respiratórias, engasgamentos noturnos ou sonolência diurna deve ser avaliado.
Se sente sonolência ao conduzir ou durante atividades que exigem atenção constante, recomendamos que evite essas situações e procure avaliação médica com brevidade.
Sobre a apneia do sono
O que é a apneia do sono?
A apneia do sono caracteriza-se por interrupções repetidas da respiração enquanto a pessoa dorme. Estas pausas podem fragmentar o sono e provocar descidas dos níveis de oxigénio.
A forma mais frequente é a apneia obstrutiva do sono, que ocorre quando a via aérea superior fica parcial ou totalmente bloqueada durante o sono. Existe também apneia central, menos frequente, na qual o cérebro não envia temporariamente os sinais necessários para respirar.
A intensidade da apneia pode variar. Algumas pessoas apresentam sintomas evidentes, enquanto outras só reconhecem o problema depois de outra pessoa observar pausas respiratórias ou devido à presença persistente de cansaço e sonolência.
A Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) que é diagnosticada pelo estudo do sono, está associada a aumento de muitas doenças cardiovasculares, arritmias e doenças neurológicas desgenerativas como a doença de Alzheimer ou outras demências.
Como se confirma o diagnóstico?
O diagnóstico começa pela consulta, com a análise dos sintomas noturnos e diurnos, dos hábitos de sono, dos antecedentes médicos e dos fatores de risco. Quando existe suspeita de apneia, pode ser recomendado um estudo do sono, denominado polissonografia.
A escolha do exame depende da situação clínica e do grau de detalhe necessário:
- Polissonografia de nível 1: estudo completo realizado em laboratório do sono, com acompanhamento durante a noite e vídeovigilância;
- Polissonografia de nível 2: estudo alargado realizado no domicílio, que permite analisar a respiração, a atividade cerebral, os movimentos oculares, a atividade muscular e o ritmo cardíaco;
- Polissonografia de nível 3: estudo domiciliário mais simples, centrado sobretudo na respiração, na oxigenação e no ritmo cardíaco.
Os resultados devem ser interpretados em conjunto com os sintomas e a história clínica.
Que opções de tratamento podem ser consideradas?
O tratamento é escolhido de acordo com o tipo e a gravidade da apneia, os sintomas, a anatomia da via aérea, as doenças associadas e as características de cada pessoa.
Consoante o caso, a abordagem pode incluir:
- Redução de peso, quando clinicamente indicada;
- Diminuição do consumo de álcool, sobretudo perto da hora de deitar;
- Revisão de medicamentos com efeito sedativo;
- Alteração da posição de dormir em casos selecionados;
- Tratamento de problemas nasais ou respiratórios associados;
- Dispositivos de avanço mandibular;
- Tratamento com pressão positiva, PAP;
- Avaliação cirúrgica em situações específicas.
O tratamento por PAP utiliza uma pressão de ar contínua através de uma máscara para ajudar a manter a via aérea aberta durante o sono. É um dos tratamentos mais utilizados em todo o mundo pela sua elevada eficácia na correção dos distúrbios respiratórios do sono, mas não é necessário em todos os casos.
A escolha deve ser discutida após avaliação médica. Não existe uma opção única adequada a todas as pessoas, e a eficácia depende também da adaptação e da utilização consistente do tratamento.
Como decorre o acompanhamento da apneia do sono?
O acompanhamento permite avaliar a evolução dos sintomas, a qualidade do sono e a resposta ao tratamento recomendado.
Quando é utilizada a terapia por PAP ou outro dispositivo, verificamos a adaptação, o conforto, o tempo de utilização e a persistência de sintomas como ronco, despertares ou sonolência diurna. Também acompanhamos alterações do peso, da tensão arterial e de outras doenças que possam influenciar a apneia ou ser afetadas por um sono fragmentado.
A frequência das consultas depende da gravidade da apneia, do tratamento escolhido e da adaptação de cada pessoa. Uma mudança dos sintomas ou uma dificuldade persistente com o dispositivo deve motivar reavaliação.
Perguntas frequentes
Que médico devo procurar quando suspeito de apneia do sono?
A apneia do sono pode ser avaliada por um médico com diferenciação em Medicina do Sono. Quando existe suspeita de uma alteração respiratória, a avaliação por Pneumologia e Medicina do Sono permite enquadrar os sintomas e definir o exame adequado.
Ressonar significa sempre ter apneia do sono?
Não. Muitas pessoas ressonam sem apresentar apneia. A suspeita aumenta quando o ronco é acompanhado por pausas respiratórias, engasgamentos noturnos, despertares frequentes ou sonolência durante o dia.
A apneia do sono afeta apenas pessoas com obesidade?
Não. O excesso de peso é um fator de risco importante, mas a apneia também pode ocorrer em pessoas sem obesidade. A anatomia da via aérea, a idade, os antecedentes familiares, o consumo de álcool, determinados medicamentos e algumas doenças também podem aumentar o risco. A apneia é mais frequente nos homens, embora o risco nas mulheres possa aumentar após a menopausa.
Todas as pessoas com apneia precisam de utilizar CPAP?
Não. A indicação para a terapia por PAP depende da gravidade da apneia, dos sintomas, dos resultados do estudo do sono e das doenças associadas. Em alguns casos, podem ser consideradas outras medidas ou dispositivos.
A apneia do sono pode afetar a saúde durante o dia?
Sim. A fragmentação do sono pode causar cansaço, dificuldade de concentração, alterações de memória, irritabilidade e sonolência. Quando não é tratada, a apneia pode também estar associada a maior risco cardiovascular, de arritmias, de doenças neurológicas desgenerativas e de acidentes relacionados com sonolência.
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No Douro Centro Médico
Av. da Boavista 197, 2ºB, 4050-115 Porto, Portugal
Aviso médico: A informação apresentada não substitui a avaliação pela pneumologista do Douro Centro Médico. Em caso de sintomas ou dúvidas, agende uma consulta.