Ginecologista Especialista em Fertilidade: o que faz e quando marcar consulta
Quando a gravidez não acontece no tempo esperado, é natural surgirem dúvidas. Nestas situações, a consulta com um ginecologista especialista em fertilidade permite esclarecer o que pode estar a dificultar a conceção e definir os próximos passos de forma cuidada e individualizada.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a infertilidade afeta cerca de 1 em cada 6 adultos em todo o mundo, o que mostra como esta é uma realidade frequente.
No Douro Centro Médico, acompanhamos a saúde da mulher de forma próxima, rigorosa e personalizada. A avaliação da fertilidade insere-se neste acompanhamento, ajudando a enquadrar dificuldades em engravidar, a orientar o estudo clínico e a apoiar cada mulher ou casal de acordo com a sua situação.
O que faz um ginecologista subespecialista em infertilidade?
Um ginecologista subespecialista em infertilidade avalia dificuldades em engravidar, investiga possíveis causas femininas ou do casal e orienta os exames e tratamentos mais adequados. O seu papel passa por perceber se existe ovulação regular, se há alterações hormonais, uterinas, tubárias ou pélvicas com impacto reprodutivo e se é necessário estudar também o fator masculino.
Mais do que pedir exames, este acompanhamento permite enquadrar cada situação de forma clínica e orientar a abordagem mais adequada para cada caso.
Ginecologista Especialista em Fertilidade
Quando deve marcar consulta com um ginecologista especialista em fertilidade?
De forma geral, recomendamos procurar avaliação após cerca de 12 meses de tentativas de gravidez sem sucesso, se a mulher tiver menos de 35 anos. A partir dos 35 anos, é aconselhável não esperar tanto tempo e marcar consulta ao fim de aproximadamente 6 meses. Acima dos 40 anos, ou quando existem fatores de risco conhecidos, a avaliação deve ser ainda mais precoce.
Também faz sentido antecipar a consulta se existirem ciclos muito irregulares, ausência de menstruação, dor pélvica sugestiva de endometriose, história de doença inflamatória pélvica, cirurgia pélvica, abortos de repetição ou suspeita de diminuição da reserva ovárica.
Quais podem ser as causas de dificuldade em engravidar?
A dificuldade em engravidar pode resultar de causas femininas, masculinas, mistas ou, em alguns casos, manter-se sem explicação aparente após o estudo inicial. Por isso, uma avaliação da fertilidade deve evitar simplificações e olhar para o casal como um todo.
1. Alterações da ovulação
As alterações da ovulação estão entre as causas mais frequentes. Incluem situações como síndrome do ovário poliquístico, alterações da tiroide, hiperprolactinemia e outros desequilíbrios hormonais que podem tornar a ovulação ausente ou irregular. Quando a ovulação não ocorre de forma previsível, a probabilidade de gravidez espontânea diminui.
2. Idade e reserva ovárica
A idade é um dos fatores com maior impacto na fertilidade feminina. A fertilidade começa a diminuir por volta dos 30 anos e esse declínio acelera a partir de meados dos 30, em paralelo com a redução da qualidade e da quantidade dos ovócitos.
3. Endometriose e outras doenças ginecológicas
A endometriose pode estar associada a infertilidade por provocar inflamação, aderências e alterações anatómicas pélvicas. Além disso, algumas situações como pólipos uterinos, miomas em localizações específicas, adenomiose ou alterações da cavidade uterina também podem interferir com a conceção ou com a implantação embrionária.
4. Fatores tubários e pélvicos
As trompas de Falópio têm um papel essencial no encontro entre óvulo e espermatozoide. Se existir obstrução, dilatação tubária ou sequelas de infeções pélvicas, a fertilidade pode ficar comprometida.
5. Fator masculino
O fator masculino deve ser sempre lembrado. Uma parte importante dos casos de infertilidade envolve alterações seminais ou outros problemas do parceiro, isoladamente ou em associação com fatores femininos. É por isso que, sempre que indicado, defendemos uma avaliação do casal e não apenas da mulher.
6. Infertilidade sem causa aparente
Em alguns casais, a avaliação inicial pode não identificar uma alteração evidente que explique a dificuldade em engravidar. Nestes casos, falamos de infertilidade sem causa aparente. Este diagnóstico não significa ausência de problema, mas sim que a dificuldade reprodutiva não é explicada pelos exames de primeira linha. A partir daí, é possível definir uma estratégia individualizada, tendo em conta a idade da mulher, o tempo de tentativa de gravidez e o contexto clínico do casal, para orientar os passos seguintes de forma informada e segura.
Como decorre a avaliação com um ginecologista especialista em fertilidade?
A consulta com um ginecologista especialista em fertilidade começa por uma avaliação clínica detalhada e individualizada. Nesta primeira fase, procuramos conhecer o historial de saúde da mulher e do casal, compreender o contexto reprodutivo e identificar os aspetos que podem ser relevantes para o acompanhamento.
Habitualmente, a consulta inclui a análise do padrão menstrual, dos antecedentes ginecológicos, obstétricos e cirúrgicos, das doenças associadas, da medicação habitual, do estilo de vida e do tempo de tentativas de gravidez. Quando se justifica, a avaliação pode também integrar informação sobre o parceiro, para que o acompanhamento seja feito de forma mais completa e orientada.
Que exames podem ser pedidos?
Os exames pedidos na consulta de fertilidade dependem sempre de cada caso. O nosso objetivo é selecionar os que fazem realmente sentido para esclarecer a situação e orientar a avaliação de forma rigorosa.
Entre os exames que podem ser pedidos, incluem-se:
- Ecografia pélvica, por via endovaginal quando indicado, para avaliar o útero, os ovários e outras estruturas pélvicas;
- Análises hormonais, realizadas em momentos específicos do ciclo menstrual;
- Avaliação da ovulação, para perceber se a ovulação está a ocorrer de forma regular;
- Estudo da reserva ovárica, importante para avaliar o potencial reprodutivo;
- Exames para avaliar as trompas e a cavidade uterina, quando existe indicação clínica;
- Espermograma do parceiro, sempre que se justifique integrar a avaliação do casal.
Que tratamentos podem ser orientados por um especialista em fertilidade?
O tratamento depende sempre de cada caso. A abordagem é definida de acordo com a causa identificada, a idade da mulher, o tempo de tentativas de gravidez e a avaliação global do casal. Por isso, não existe uma solução única nem um caminho igual para todas as situações.
Consoante o contexto clínico, o acompanhamento pode incluir:
- Correção de alterações hormonais ou da ovulação;
- Orientação pré-concecional, para preparar a gravidez de forma mais segura e informada;
- Acompanhamento de patologias ginecológicas que possam interferir com a fertilidade;
- Monitorização do ciclo, quando faz sentido acompanhar de forma mais próxima a ovulação e o período fértil;
- Referenciação para técnicas de procriação medicamente assistida, quando essa é a opção mais adequada.
O que pode fazer para proteger a fertilidade?
Embora nem todos os fatores que influenciam a fertilidade sejam controláveis, há cuidados que podem ajudar a proteger a saúde reprodutiva ao longo do tempo. O estilo de vida e a atenção a fatores modificáveis podem ter um papel importante, sobretudo quando existe desejo de engravidar.
Neste sentido, recomendamos:
- Não adiar a avaliação perante sinais de alerta;
- Acompanhar e controlar patologias como síndrome do ovário poliquístico e endometriose;
- Evitar o tabaco e outros hábitos com impacto negativo na saúde reprodutiva;
- Manter um peso adequado;
- Prevenir infeções sexualmente transmissíveis;
- Procurar aconselhamento pré-concecional quando existe projeto de gravidez.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre ginecologista geral e especialista em fertilidade?
O ginecologista acompanha a saúde da mulher de forma global. Quando existe dificuldade em engravidar, a avaliação passa a focar-se na fertilidade, com estudo dirigido da ovulação, reserva ovárica, anatomia reprodutiva e fatores do casal.
Quanto tempo devo tentar engravidar antes de procurar ajuda?
Se tiver menos de 35 anos, a recomendação habitual é procurar ajuda após 12 meses de tentativas sem sucesso. A partir dos 35 anos, a avaliação deve ser antecipada para 6 meses.
Ciclos irregulares podem dificultar a gravidez?
Sim. Os ciclos irregulares podem significar ovulação pouco frequente ou ausente, o que reduz a probabilidade de gravidez espontânea e dificulta a identificação da janela fértil.
A endometriose causa infertilidade?
Pode causar, embora nem todas as mulheres com endometriose tenham infertilidade. O impacto depende da extensão da doença, da presença de aderências e do grau de alteração anatómica e inflamatória.
O parceiro também deve ser avaliado?
Sim. O fator masculino pode estar presente isoladamente ou em associação com causas femininas, pelo que a avaliação do parceiro pode ser importante logo desde o início.
Que exames costumam ser pedidos na primeira consulta de fertilidade?
Os mais frequentes incluem ecografia ginecológica, análises hormonais, avaliação da ovulação, estudo da reserva ovárica e, quando indicado, exames para avaliar trompas e cavidade uterina. O espermograma pode ser pedido numa fase inicial.
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