Ginecologistas Especialistas em Adenomiose no Douro Centro Médico
A consulta com ginecologistas especialistas em adenomiose é indicada quando a menstruação se torna particularmente dolorosa ou abundante, quando há desconforto pélvico persistente ou quando surge suspeita de adenomiose num exame de imagem.
No Douro Centro Médico, no Porto, avaliamos cada caso de forma individualizada, tendo em conta a idade, os sintomas, o impacto na qualidade de vida, o desejo de gravidez e a fase de vida da mulher.
O que faz um ginecologista especialista em adenomiose?
O ginecologista especialista em adenomiose avalia se as queixas menstruais, pélvicas ou reprodutivas da mulher podem estar relacionadas com esta alteração do útero ou com outras causas ginecológicas semelhantes.
O objetivo é integrar a história clínica e os exames já realizados para orientar o diagnóstico e definir um plano adequado. Esse plano pode passar por vigilância, exames complementares, tratamento médico ou referenciação para outras abordagens, quando necessário.
Ginecologistas especialistas em adenomiose no Douro Centro Médico
No Douro Centro Médico, a avaliação da adenomiose insere-se na consulta de Ginecologia, onde acompanhamos sintomas menstruais, dor pélvica, hemorragias uterinas, alterações ecográficas e dúvidas relacionadas com fertilidade ou menopausa.
A consulta pode ser realizada pela Dr.ª Conceição Domingues e pela Dr.ª Ana Paula Machado, especialistas em Ginecologia e Obstetrícia, com experiência no acompanhamento da saúde da mulher em diferentes fases da vida.
Mais do que confirmar um diagnóstico, procuramos compreender o impacto real dos sintomas na rotina da mulher e orientar a abordagem mais adequada para o seu caso.
Quando deve marcar consulta por suspeita de adenomiose?
Deve marcar consulta se os sintomas menstruais se tornaram mais intensos, prolongados ou difíceis de controlar. A adenomiose pode ser silenciosa, mas também pode causar dor e perdas de sangue com impacto importante.
Os motivos mais frequentes para procurar avaliação incluem:
- Menstruação abundante, prolongada ou acompanhada de dores intensas;
- Desconforto pélvico persistente, sensação de pressão no baixo ventre ou dor durante as relações sexuais;
- Anemia, cansaço ou outros sintomas relacionados com perdas menstruais excessivas;
- Dificuldade em engravidar, perdas gestacionais de repetição ou suspeita de adenomiose em exames de imagem;
- Sintomas que persistem apesar da medicação habitualmente utilizada para controlo da dor.
Recomendamos avaliação perante hemorragia entre menstruações, perdas após relações sexuais ou qualquer sangramento depois da menopausa. Nestes casos, é importante excluir outras causas.
O que é a adenomiose?
A adenomiose acontece quando tecido semelhante ao endométrio, que reveste a parte interna do útero, cresce dentro do músculo uterino, chamado miométrio. Este processo pode provocar inflamação, aumento do volume do útero e maior sensibilidade pélvica.
Os sintomas variam muito. Algumas mulheres não têm queixas e descobrem a adenomiose numa ecografia feita por outro motivo. Outras têm dores intensas, hemorragias abundantes e limitação significativa no dia a dia.
A adenomiose é mais frequentemente diagnosticada em idade reprodutiva tardia e na perimenopausa, embora também possa ser identificada em mulheres mais jovens.
Adenomiose, endometriose e miomas: qual é a diferença?
A adenomiose, a endometriose e os miomas podem causar sintomas parecidos, como dor pélvica, menstruação dolorosa ou hemorragias abundantes. Apesar disso, são problemas diferentes e podem exigir abordagens distintas.
Alteração | O que acontece? | Sintomas mais associados | Como se avalia? |
Adenomiose | Tecido semelhante ao endométrio cresce dentro do músculo do útero | Dor menstrual intensa, menstruação abundante, dor pélvica, sensação de peso | História clínica, exame ginecológico, ecografia pélvica e, em alguns casos, ressonância magnética |
Endometriose | Tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, como ovários, trompas, intestino ou bexiga | Dor menstrual, dor profunda nas relações, dor ao evacuar ou urinar durante a menstruação, infertilidade | Avaliação clínica, ecografia dirigida, ressonância magnética em casos selecionados e, por vezes, laparoscopia |
Miomas | Tumores benignos do músculo uterino, geralmente bem delimitados | Hemorragia abundante, pressão pélvica, aumento do volume abdominal, vontade frequente de urinar | Exame ginecológico e ecografia pélvica; ressonância em situações específicas |
Contudo, estas situações podem coexistir. Por isso, uma ecografia que identifica miomas não exclui automaticamente adenomiose, e uma mulher com endometriose também pode ter adenomiose.
Como é feita a avaliação da adenomiose?
A avaliação da adenomiose junta a história clínica, o exame ginecológico e os exames de imagem. O objetivo é perceber se os sintomas são compatíveis com adenomiose e excluir outras causas possíveis.
História clínica e sintomas
A consulta começa por avaliar o padrão menstrual, a intensidade da dor, a quantidade de perdas, a duração da menstruação e o impacto dos sintomas na rotina. Também consideramos medicação usada, antecedentes ginecológicos, gravidez prévia, desejo de engravidar e sintomas associados.
Exame ginecológico
O exame ginecológico pode ajudar a perceber se o útero está aumentado, mais sensível ou doloroso. Estes sinais não confirmam o diagnóstico, mas ajudam a orientar os passos seguintes. Permite ainda identificar sinais que possam apontar para outras causas ginecológicas.
Ecografia pélvica
A ecografia pélvica, muitas vezes por via transvaginal, é habitualmente o primeiro exame de imagem quando existe suspeita de adenomiose. Pode identificar sinais sugestivos da doença, avaliar o útero e os ovários, e pesquisar outras alterações, como miomas, pólipos ou quistos ováricos.
Ressonância magnética pélvica
A ressonância magnética pélvica pode ser pedida quando a ecografia não é conclusiva, há suspeita de doença associada ou é necessário caracterizar melhor o útero antes do tratamento. Não é obrigatória em todos os casos, mas pode ser útil em situações mais complexas.
Análises e exames complementares
Quando existem perdas menstruais abundantes, podem ser pedidas análises para avaliar anemia ou défice de ferro.
Se houver hemorragia uterina anormal, perdas entre menstruações ou sangramento após a menopausa, podem ser necessários exames adicionais para excluir alterações do endométrio.
Quais são os possíveis tratamentos para a adenomiose?
O tratamento da adenomiose depende da intensidade dos sintomas, da idade, da presença de anemia, do desejo de engravidar e da proximidade da menopausa. Quando a adenomiose é apenas um achado ecográfico e não causa queixas relevantes, pode ser suficiente manter a vigilância.
Quando há dor menstrual, perdas abundantes ou impacto na qualidade de vida, podem ser consideradas opções como anti-inflamatórios, analgésicos, tratamento hormonal, progestativos ou DIU hormonal. Em casos mais complexos, pode ser necessário avaliar outras abordagens, incluindo cirurgia.
A escolha deve ser sempre individualizada. No Douro Centro Médico, explicamos estas opções com maior detalhe no artigo sobre o tratamento da adenomiose, incluindo quando pode ser necessário ponderar cirurgia.
Como reduzir o impacto da adenomiose no dia a dia?
A adenomiose pode interferir com o trabalho, o sono, a vida sexual, o exercício e a organização da rotina. Além do tratamento médico, algumas medidas ajudam a perceber melhor os sintomas e a reduzir o impacto das crises.
Pode ser útil:
- Registar os dias de dor, a intensidade das perdas, a duração da menstruação e a medicação utilizada;
- Usar calor local nos dias de maior desconforto, se trouxer alívio;
- Adaptar a atividade física nos dias de crise, sem forçar o corpo;
- Manter uma rotina de sono regular, sempre que possível;
- Tomar analgésicos ou anti-inflamatórios apenas conforme orientação médica;
- Estar atenta a sinais de anemia, como cansaço persistente, tonturas, falta de ar ao esforço ou palpitações.
Estas medidas não substituem a avaliação ginecológica, mas ajudam-nos a perceber melhor o padrão dos sintomas e a ajustar o plano terapêutico quando necessário.
Perguntas frequentes
A adenomiose pode afetar a fertilidade?
Pode, em alguns casos. A relação entre adenomiose e fertilidade varia muito e depende da idade, gravidade dos sintomas, alterações associadas, presença de endometriose ou miomas e história reprodutiva.
Muitas mulheres com adenomiose conseguem engravidar. Quando há dificuldade em engravidar, abortamento de repetição ou suspeita de doença associada, recomendamos avaliação individualizada.
A adenomiose desaparece?
Os sintomas tendem a melhorar após a menopausa, devido à redução natural dos estrogénios. No entanto, antes da menopausa, a adenomiose pode manter sintomas durante vários anos.
A única forma definitiva de eliminar a adenomiose é remover o útero, mas esta opção só é ponderada em situações específicas, quando os sintomas são importantes, outros tratamentos falharam e não há desejo de gravidez.
Que médico avalia adenomiose?
A adenomiose deve ser avaliada por um ginecologista. Em muitos casos, a consulta de Ginecologia permite orientar o diagnóstico, pedir exames adequados e definir o tratamento.
Quando existe dor pélvica complexa, infertilidade, endometriose associada ou indicação cirúrgica, pode ser necessária uma abordagem mais diferenciada ou multidisciplinar.
A adenomiose é o mesmo que endometriose?
Não. Na adenomiose, o tecido semelhante ao endométrio cresce dentro do músculo do útero. Na endometriose, esse tecido cresce fora do útero, podendo afetar ovários, trompas, intestino, bexiga ou outros locais.
As duas situações podem coexistir e causar sintomas parecidos, por isso a avaliação médica é importante para distinguir e orientar o tratamento.
A adenomiose pode causar hemorragias abundantes?
Sim. A menstruação abundante ou prolongada é um dos sintomas mais frequentes. Em alguns casos, pode levar a anemia por perda de sangue.
Quando há necessidade de trocar pensos ou tampões muito frequentemente, coágulos, cansaço marcado ou menstruações que interferem com a rotina, deve ser feita avaliação ginecológica.
A ecografia confirma sempre a adenomiose?
A ecografia pélvica pode identificar sinais sugestivos de adenomiose, mas nem sempre é conclusiva. A qualidade do exame, a experiência na avaliação ginecológica e a presença de miomas ou endometriose podem influenciar a interpretação.
Em casos selecionados, a ressonância magnética pélvica pode ajudar a esclarecer o diagnóstico ou a planear o tratamento.
Agende uma consulta de Ginecologia
No Douro Centro Médico
Av. da Boavista 197, 2ºB, 4050-115 Porto, Portugal
Aviso médico: A informação apresentada não substitui a avaliação por um ginecologista do Douro Centro Médico. Em caso de sintomas ou dúvidas, agende uma consulta.