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Cancro do Colo do Útero

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    O cancro do colo do útero é um dos cancros ginecológicos mais preveníveis e tratáveis quando detetado precocemente. Surge, na maioria dos casos, devido à infeção persistente por HPV (vírus do papiloma humano), uma infeção sexualmente transmissível muito comum.

    No Douro Centro Médico, no Porto, acompanhamos diariamente mulheres em todas as fases da vida, com uma abordagem centrada na prevenção, diagnóstico precoce e vigilância regular, fundamentais para reduzir o risco e garantir um tratamento eficaz.

    Tópico

    Resumo

    O que é o cancro do colo do útero?

    Tumor maligno que se desenvolve nas células do colo uterino, habitualmente após infeção persistente por HPV de alto risco.

    Possíveis causas

    HPV de alto risco (sobretudo 16 e 18); tabagismo; início sexual precoce e múltiplos parceiros; imunossupressão; ausência de rastreio.

    Sintomas

    Muitas vezes assintomático no início; pode causar sangramento vaginal anormal, corrimento alterado, dor pélvica e dor durante as relações sexuais.

    Diagnóstico

    Exame ginecológico, Papanicolau, teste HPV e colposcopia com biópsia quando necessário.

    Tratamento

    Depende do estádio e do perfil da mulher; pode incluir cirurgia e/ou radioquimioterapia; acompanhamento multidisciplinar entre níveis de cuidados.

    Complicações se não tratado

    Progressão local, metástases, impacto na fertilidade e risco vital.

    Prevenção

    Vacina HPV, rastreio regular (HPV / citologia), preservativo e cessação tabágica.

    Quando agendar consulta

    Em caso de corrimento ou sangramento anormal; dor pélvica persistente; ou ausência de rastreio há mais de 3 anos.

    O que é o Cancro do Colo do Útero?

    O cancro do colo do útero é uma doença causada por alterações nas células do colo uterino, a parte inferior do útero que comunica com a vagina.

    Estas alterações podem desenvolver-se lentamente, ao longo de vários anos, após uma infeção persistente por HPV de alto risco (principalmente os tipos 16 e 18).

    Na maioria das mulheres, o sistema imunitário elimina o vírus naturalmente, mas em alguns casos a infeção persiste e causa lesões pré-cancerosas que, se não forem tratadas, podem evoluir para cancro.

    Quais as possíveis causas do Cancro do Colo do Útero?

    A causa principal do cancro do colo do útero é a infeção por HPV de alto risco, responsável por cerca de 90% dos casos.

    Outros fatores que agravam o risco ou favorecem a persistência da infeção incluem:

    • Início precoce da vida sexual e múltiplos parceiros;
    • Tabagismo, que reduz a capacidade do organismo eliminar o vírus;
    • Utilização prolongada de contraceção hormonal;
    • Doenças que enfraquecem o sistema imunitário (como por exemplo, o VIH);
    • História familiar de cancro do colo do útero;
    • Ausência de rastreio ginecológico regular;
    • Não estar vacinada contra o HPV.

    Quais os sintomas mais frequentes?

    O cancro do colo do útero pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância do rastreio. Quando surgem sinais, os mais comuns são:

    • Sangramento vaginal fora do ciclo menstrual, após relações sexuais ou após a menopausa;
    • Corrimento vaginal com alteração de quantidade, cheiro ou cor;
    • Dor pélvica persistente ou dor durante a relação sexual;
    • Cansaço, perda de peso inexplicável ou anemia em fases mais avançadas.

    Na nossa experiência, muitas mulheres só procuram ajuda quando já apresentam sintomas, motivo pelo qual o rastreio regular é essencial.

    Como é feito o diagnóstico?

    O diagnóstico do cancro do colo do útero baseia-se em exames de rastreio e avaliação ginecológica especializada. No Douro Centro Médico realizamos:

    • Papanicolau (citologia cervical): avalia alterações celulares;
    • Teste HPV (rastreio): identifica estirpes de alto risco e permite estratificar o risco;
    • Colposcopia: observa o colo com ampliação e orienta biópsias dirigidas quando necessário.

     

    Em Portugal, o rastreio organizado define faixas etárias e intervalos com base no método (HPV / citologia) e no historial, segundo a Norma n.º 009/2024 da Direção-Geral da Saúde; na consulta particular, personalizamos o plano de acordo com o risco individual.

    Para saber mais sobre este tema, veja o artigo sobre Prevenção e Rastreio do Cancro do Colo do Útero.

    Quais os possíveis tratamentos do Cancro do Colo do Útero?

    O tratamento do cancro do colo do útero varia conforme o estádio da doença, a idade da mulher e o desejo de manter a fertilidade. Quanto mais cedo o diagnóstico é realizado, maiores são as hipóteses de cura e preservação da qualidade de vida.

    De forma geral, as abordagens terapêuticas incluem:

    • Lesões pré-cancerosas de alto grau (também designadas lesões intraepiteliais de alto grau): exigem tratamentos conservadores, como a excisão local (LEEP ou conização), que permitem remover a área afetada e preservar o útero;
    • Cancro inicial (estádios muito precoces): a cirurgia dirigida ao colo uterino é geralmente suficiente para eliminar a doença;
    • Doença mais avançada ou com maior extensão local: requer habitualmente o encaminhamento para unidades hospitalares de referência, onde é efetuada uma combinação de radioterapia e quimioterapia, adaptada a cada caso;
    • Cuidados complementares de suporte: incluem controlo de sintomas, reabilitação pélvica e acompanhamento psicológico, essenciais para o bem-estar físico e emocional.

     

    Cada plano de tratamento é individualizado, definido após uma avaliação completa (estadiamento) e realizado em estreita articulação entre ginecologistas e especialistas em oncologia médica e radioterapia.

    Qual a possível evolução / complicações se não tratada?

    Sem tratamento adequado, o cancro do colo do útero tende a progredir lentamente, podendo invadir tecidos e órgãos próximos e afetar de forma significativa a saúde geral da mulher.

    Entre as principais complicações, destacamos:

    • Extensão local da doença, com invasão do útero, vagina, bexiga ou reto;
    • Disseminação à distância (metástases), comprometendo outros órgãos;
    • Infertilidade e alterações na função sexual, resultantes da evolução da doença ou do tratamento em fases avançadas;
    • Deterioração do estado geral de saúde, incluindo perda de peso, fadiga e dor pélvica persistente;
    • Risco vital, quando a doença não é diagnosticada nem tratada a tempo.

     

    O cancro do colo do útero é, muitas vezes, tratado com sucesso, quando é detetado numa fase precoce e tratado de forma atempada.

    Quais os fatores de risco?

    Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver cancro do colo do útero, sobretudo quando se associam entre si. Destacamos:

    • Sistema imunitário enfraquecido, como no caso de mulheres com VIH ou sob terapêuticas imunossupressoras;
    • Tabagismo, que reduz a capacidade do organismo eliminar o HPV;
    • Ausência de vacinação contra o HPV;
    • Falta de rastreio regular, com teste HPV ou Papanicolau.

     

    Sublinhamos que ter um fator de risco não significa que vá desenvolver cancro; significa que deve reforçar a prevenção e manter um acompanhamento ginecológico regular.

    Existem formas de prevenir o Cancro do Colo do Útero?

    Sim, há várias formas de tentar prevenir o aparecimento deste cancro. A prevenção é a ferramenta mais eficaz para reduzir novos casos e mortes associadas à doença.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2024), as principais medidas incluem:

    • Vacinação contra o HPV, incluída no Plano Nacional de Vacinação e também recomendada em idade adulta após avaliação médica;
    • Rastreio regular com teste HPV e/ou citologia (Papanicolau), conforme a idade e o histórico clínico;
    • Uso de preservativo e evitar o tabaco, fatores que reduzem a probabilidade de infeção persistente e de alterações celulares;
    • Acompanhamento ginecológico periódico, fundamental para identificar precocemente alterações no colo do útero.

     

    No Douro Centro Médico, no Porto, disponibilizamos teste HPV (rastreio), Papanicolau e colposcopia, integrados numa abordagem preventiva e personalizada, adaptada a cada mulher e fase da vida.

    FAQs

    Perguntas frequentes

    Os sinais de alerta incluem sangramento fora do ciclo, corrimento alterado e dor pélvica. Apesar disso, muitas mulheres não têm sintomas no início, pelo que o rastreio é essencial.

    A evolução, quando ocorre, é lenta e pode demorar anos desde a infeção por HPV até surgir cancro. Este intervalo permite detetar e tratar lesões pré-cancerosas antes de progredirem.

    Sim. Quando detetado e tratado precocemente, as hipóteses de cura são muito elevadas.

    O cancro não é transmissível, mas o HPV é uma infeção sexualmente transmissível. O uso de preservativo reduz o risco, embora não o elimine totalmente.

    A probabilidade de sobrevivência depende do estádio no diagnóstico e do acesso atempado ao tratamento. Globalmente, o prognóstico é favorável quando a doença é detetada precoce­mente.

    A chamada “lesão do colo do útero grau 1” corresponde, em termos médicos, a uma lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL ou NIC 1). Trata-se de alterações ligeiras das células do colo do útero, geralmente causadas pela infeção por HPV. 

    Na maioria dos casos, estas alterações não são cancro e tendem a regredir espontaneamente com o tempo, especialmente em mulheres jovens e saudáveis. O essencial é cumprir o acompanhamento e os exames de vigilância recomendados, de modo a confirmar que as células regressam ao normal.

    Deve agendar consulta se tiver sangramento fora do ciclo, corrimento anormal ou dor pélvica persistente; se nunca fez rastreio ou se há mais de 3 anos que não realiza testes (dependendo da idade e método); ou se recebeu um resultado alterado no rastreio.

    Especialistas em Ginecologia do Douro Centro Médico

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    No Douro Centro Médico

    Av. da Boavista 197, 2ºB, 4050-115 Porto, Portugal

    Aviso médico: A informação apresentada não substitui a avaliação por um ginecologista do Douro Centro Médico. Em caso de sintomas ou dúvidas, agende uma consulta.